domingo, 5 de fevereiro de 2012

POLO NAVAL – RIO GRANDE – RS

EMPRESAS LOCAIS ATENDEM SÓ 7% DA DEMANDA DOS GRANDES EMPREENDIMENTOS


Pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul, em parceria com a Prefeitura do Rio Grande, diagnosticou que as micro e pequenas empresas (MPEs) do Município suprem apenas 7% da demanda do Polo Naval rio-grandino e de outros grandes empreendimentos por produtos e serviços. Isso significa que, entre os empreendimentos pesquisados, com volume de demanda no período de 12 meses em torno de R$ 50 milhões, apenas cerca de R$ 3,5 milhões estão ficando em Rio Grande. O levantamento foi realizado no segundo semestre de 2011 e incluiu consultas a 12 grandes empreendimentos instalados em Rio Grande e Poder Público: Quip, Ecovix, Petrobras, Refinaria Riograndense, Transpetro, Tecon, Timac Agro, Bunge, Yara Brasil, Profab, Granel Química e Setor de Compras da Prefeitura Municipal.


Conforme o Gestor dos Projetos da Indústria Regional Sul da Unidade Rio Grande do Sebrae/RS, Ricardo Fares da Silva, neste estudo foi possível mapear o que oito desses empreendimentos compram de empresas rio-grandinas e de fora. E foi verificado que empresas locais estão vendendo pouco ou deixando de comercializar produtos com os quais trabalham. Em termos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), por exemplo, o grupo de oito grandes empresas investiu, em 2011, R$ 3.440.804,14 e apenas 8% deste valor ficou em Rio Grande. Em material de limpeza, higiene e alimentação, o grupo aplicou R$ 2.199.277,65/ano. Deste valor, apenas 7% foi conquistado pela firmas do Rio Grande. Na compra de materiais elétricos, foram gastos R$ 4.601.466,61/ano e Rio Grande absorveu 28% deste montante. Estes são apenas alguns exemplos. Nova pesquisa será realizada em 2012.


Silva relata que são 30 os fatores que impedem maior aquisição de suprimentos em Rio Grande. Entre estes, figuram falta de preço, ausência de estoque suficiente, atendimento inadequado e não participação das empresas em pregões eletrônicos.


QUALIFICAÇÃO


O desafio é mudar essa realidade. Para tanto, o Sebrae/RS está iniciando, no Município, um Projeto de Qualificação de Fornecedores para o Polo Naval e os outros grande empreendimentos, por meio de um convênio nacional com a Petrobras. Segundo Ricardo Fares, dentro desse projeto, de 2012 a 2014, serão trabalhados estes fatores visando a aumentar a participação de empresas locais, para gerar mais renda e emprego na região do Rio Grande. As inscrições das empresas interessadas já estão ocorrendo e podem ser feitas até o dia 28 de fevereiro, pelo telefone (53.3231.2433), das 9h às 18h, e-mail deborahf@sebrae-rs.com.br


A intenção é trabalhar com um grupo de 70 micro e pequenas empresas, das quais 80% já estão inscritas. O Sebrae trabalhará para que elas se cadastrem na Petrobras como fornecedores. Entre as ações já programadas, está a quinta rodada de negócios da região, marcada para 20 de março, no Cidec-Sul/Furg. A rodada é uma forma de tentar aproximar mais as empresas locais dos grandes empreendimentos.


"O grande desafio é chamá-las e rever a situação atual. A meta é, em 2012, chegarmos a 30% de conteúdo local", observou. Segundo ele, neste sentido, primeiro é necessário fazer os micro e pequenos empresários enxergarem que esse mercado é possível. O segundo passo é qualificar as MPEs locais para serem mais competitivas.


O Sebrae já promoveu uma visita técnica das empresas inscritas ao Estaleiro Rio Grande (ERG1), onde está localizado o Dique Seco. Em fevereiro, pretende fazer um diagnóstico nelas, levantando seus pontos fortes e fracos para traçar o perfil do grupo e ver o que precisa ser mais trabalhado. No próximo dia 30, na Câmara de Comércio, às 19h, o projeto de qualificação será apresentado aos interessados.


Fonte: Jornal Agora - RS





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